
Cântico da Puberdade
Havia tanto tempo que a criança se picara no fuso
mas girava ainda nas caves do seu corpo primeiro
abotoada às rochas
do outro lado da tarde.
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Agora os sinos são maiores do que a capela.
As mãos já não são lugar onde o mar se amplie
onde o mar venha ladrar a quem passa.
Findam verões de pianos de cauda de gatos abandonados
à erosão daqueles dedinhos minerais.
As claves de sol entraram pela cozinha
misturaram-se com a carne das aves
bronzearam os músculos do pomar.
Fotos Hugo Joel / Texto C. Nunes de Almeida

Só pq fui forçada a comentar o meu carinho pelas tuas fotos... fica aqui registada a minha admiração pela qualidade das mesmas. Adorei a seq destas 2 fotos, desde os olhos q se abrem p/ o mundo e questionam a presença da lente à festa q se faz por ser modelo criança por um dia. Bom trabalho!
ResponderEliminarFipa